Tuesday, August 07, 2007

O mais engraçado...

O mais engraçado é que a troca de intimidades não reduz o afastamento.

É incrível como se pode tornar tudo tão distante quando uma cabeça sente um orgulho impenetrável e depende disso para a felicidade. Não é o que passou, isso perde a importância, é a luta pela não igualdade, o ter que estar sempre a ganhar e na mó de cima. Ridiculo...


O mais engraçado é que a nossa abertura não revela a sinceridade de ninguém e pode até denegrir a nossa, e tudo se passa numa fracção de segundo... violento e esgotante... sem tempo para respirar.

"Amo as cicatrizes, não as feridas"


Alguém falou assim das marcas que nos cortam o sentir... a ferida é dolorosa, mas a cicatriz não. A cicatriz é uma marca que mostra que se foi capaz de ultrapassar uma ferida. Doeu, magoou, sangrou. Depois como um gato, ficamos sentados num canto a lamber a ferida, à espera que feche, que passe a ser uma prova de força e não um momento de fraqueza.


O mais engraçado, é conseguir viver através destes períodos sempre a pensar na próxima cabeçada que se vai dar, ou na próxima flecha que nos atravessa.


O mais engraçado, é sermos capazes de sobreviver a tudo isto e conseguir sair com a cabeça levantada, e mandar um sorriso a quem merce.



xx

Friday, May 11, 2007

Speeding through the Clouds with high Power F(u)el(ling)




xx
"Baby don't worry... about a thing
Cause every little thing is gonna be allright"

Thursday, May 10, 2007

L

What's the point of trying to find it... if it's running away from me...

Monday, May 07, 2007

O Autocarro...

Acordas de manhã e decides que vais apanhar o autocarro.

Sabes que ele existe, mas não sabes se passa naquela paragem, e se passa, não sabes quando.
Chegas e esperas... estás lá porque te puseste lá, à espera.

Tomaste essa decisão, ainda ontem andaste nele, mas como estavas desconfortável, disseste que precisava de ser arranjado, que não podias andar nele naquelas condições, se continuasses a fazer aquelas viagens assim, algum dia podia te acontecer alguma coisa de má, mas ninguém te conseguia dizer se está bom ou não, simplesmente sentias te desconfortável, e do outro lado a dúvida.

E pronto... lá foi arranjar, ou pelos menos a ver te tem alguma coisa, não se sabe, suspeita se e dúvida se.

E tu!?!?!?!?

Tu esperas...

Ficas na paragem, e é aí que as dúvidas começam... vem?? será que vem?? ah... claro, deve estar a chegar... mas quando? ok, espero mais um bocado, senão vou até ao terminal. Não vem o autocarro ao passageiro, vai o passageiro ao autocarro.

E se no caminho o perdes?? Isso era pior ainda, era aquela figurinha de otario. Aquele sentimento de "És mesmo estúpido".

Estás a fazer joguinho com o autocarro, ele não vem, mas tu também não vais lá, é assim. Ele é que tem que vir, não estava bem, tinha que ser arranjado, como estava não podias continuar a viajar nele daquela maneira.



Não, vais mesmo esperar, continuas a medição de forças.

Isto passa se assim durante horas... a fio... ou mesmo dias.

Esperas, desesperas e esperas mais um pouco...e o autocarro que não chega.


Esperas... esperas... esperas... esperas... esperas...

Saturday, February 03, 2007

"and than there's Love... and u see... Love... Love is the ultimate half truth..."

Saturday, November 18, 2006

Kaonashi...

É assim... vê se mal as horas e acaba se a passar a noite no aeroporto de Torp na Noruega...
E logo este vôo que até tinha tido um preço fixe... no final acabou por ficar pelo dobro..

E assim se fica, deitado no banco, a tentar dormir.
Não, não consigo dormir. E não fosse esta internet gratuita, também já teria curtado os pulsos de tédio.

Lá esta, passou mais um minuto, faltam mais uns tantos.
Vejo me aqui as voltas, a pensar se hei-de penetrar o frio e ir la fora mais uma vez jogar lume à ponta de um cigarro. Não, já vou, vou escrever mais um bocado.

Olho a volta para a meia duzia de almas que por aqui também se passeiam, ou a espera do vôo ou a espera de alguém.

Perder um vôo é sempre um drama, perde se tempo, dinheiro... a paciência, uma verdadeira panóplia de más vibracões desnecessarias...

Nah... isto já não esta a fazer sentido...

Estou me a perder...

Já fui... escorreguei e caí... levanto-me... volto a cair...

Não consigo estar de pé...
Fogem os pés do chão e esborracho mais uma vez

A pedra do chão esta fria.
Volto a tentar levantar me... caio de novo e não percebo porquê
Estou aqui, caído, a pensar como o chão se tornou tão próximo de mim, e tão frio. quero calor...
Agora fecho os olhos, volto a abri los... está escuro a minha volta, estou deitado... como estava antes... mas a sensação agora é diferente.
Estou numa cama... não sei onde estou.
O cheiro que me envolve faz me concegas na memória... "eu conheco-te" penso...
Ainda não me mexi... não sei o que se passa... não sei onde estou... mas o perfume é intenso... e acarinha me...
Penso em mexer me... " se calhar não devo, talvez acabe"
Ansioso, mexo uma mão... toco em algo... assusto me e puxo a mão.
Volto a tentar, devagarinho, mais um pouco...

"Ehmm!!!" - inspiro com um susto...

Toco de novo em algo com a ponta dos dedos... algo macio...
Exploro mais um pouco e sinto o calor de um corpo... um corpo que está deitado ao meu lado...
Aqui sim, sei de onde vem o perfume que me seduz... é deste corpo... quente, que esta ao meu lado.

Arrisco mais um pouco... sinto as costas... os ombros... um braco... um pescoco... cabelo... uhm que perfume enebriante, passaria o resto da vida a sentir este perfume sem nunca me fartar...

Entrelaco os meus dedos nesse cabelo de alguém...

Mexo o corpo devagar e partilho o calor do outro corpo... quente... macio... pulsante... vivo...
Passo o meu braco por cima do outro braço que já lá estava, sinto a forma do corpo... quente...
Gozo de deste momento assim... o calor de um corpo... vivo... perfumado...

Com os olhos habituados ao escuro, vejo contornos...

O Sol ameaça uma luz por entre uns estores mal fechados...
Com a ponta do dedos começo a descobrir a cara por detrás dos cabelos... lentamente, para não acordar a dona do corpo que me aquece...

Quando o rosto se começa a mostrar vejo contornos meigos... que me trazem conforto...

De repente sinto me a cair... tudo está escuro de novo... e caio...


Bato seco num chão duro e poeirento... tenho uma luz forte sobre mim... ainda sem perceber o que se passa, comeco a ser sovado por todos os lados... não vejo nada... sombras mexem se freneticamente a minha volta... mas não distingo nada...

A única coisa que sinto para além da dor fisica é um sentimento forte de saudade... que aumenta com cada pancada que me é dada... e cresce me dentro sem fim... cresce... cresce...

Num sofrimento desesperado contraio o corpo na posicão fetal e fecho os olhos com forca...

De repente não sinto nada... abro os olhos a medo e vejo que estou encolhido no chão do aeroporto... sozinho...

Tento levantar me... devagar... com medo de cair...

Levanto me muito lentamente como que a descobrir cada movimento como novo...

Volto me a sentar em frente ao monitor...
Encerro a minha escrita....


Vou dormir

Sunday, February 05, 2006

3G

Um homem esta de pe, com o telemovel na mao,liga a sua ex-namorada faz uma video-chamada, ela ve o e ele ve a de volta, tudo se passa ao vivo. Falam um bocado, ele diz que sente falta dela, ela pede lhe que nao comece. Pergunta lhe onde esta, ele gira o telemovel na mao, e mostra os seus pes, cravados no chao, a beira de um edificio, sao 100 metros, 20 andares. Ela grita e pergunta-lhe o que esta a fazer, ele responde : - “Amo-te” e salta, mantendo a camara do telemovel apontada para a cara, ela nao consegue dizer nada esta estatica no seu escritorio, com o telemovel na mao. Ele enquanto cai, tb nao emite nenhum som, toda sua vida lhe passa diante dos olhos, todos os momentos a mil a hora, comprimidos em segundos, ela do outro lado relembra todos os momentos com aquele homem, desde que se conheceram ate aqui, estes segundos, os ultimos. A imagem acaba, fim de ligacao. Ela comeca a chorar, ele jaz no chao numa qualquer rua da cidade, com pessoas estericas a sua volta. Ela cai no chao com o telemovel na mao, olha para as luzes do tecto, e soluca. A camara gira, zoom-out, fade out...

Saturday, April 16, 2005

Sub Ground Level

There are days
That open new ways
And give us the prespective
Of a continuos timeline
Cross peak surroundings
Of thunder sparks
Aromatizing with fresh
Perfumes of Peaches
After a returning
Day from the famous
Floating in the night's
Fog curtains
Thousands of waves
Invading the neuro
And drink the experience
Of another outcomer

HASTA

Tuesday, March 15, 2005

Star Stream

since the falling of the star, the sky lost it's beauty, but earth won a rainbow

Monday, March 14, 2005

gold

I remember how yhe sunset used to shine in your hair.And like an ice cream melting in your lips, my memories spread in the wind of the gold-touched afternoon

Tuesday, January 25, 2005

Cuspir para o Ar

Look to the Moon that's full outside and shall embrace you in this warm night of heavenly sleep.Blowing a Kiss that's crossing the seas and will lay in your chik wispering Good Night.

Thursday, November 11, 2004

You speak of Rastafari, but how can you justify belief
In a god that's left you behind?
You've simply filled the gapBetween the upper and lower class
And your faith merely keeps you in line.
An amalgamation of jewish scripture and christian thought.
What will that get you? Not a f**k of a lot.
Take a look at your promised land.
Your deed is that gun in your hand.
Mt. Zion's a minefield. The West Bank. The Gaza Strip.
Soon to be parking lots for American tourists and fascist cops.
fuck zionism.
fuck militarism.
fuck americanism.
fuck nationalism.
fuck religion.


Propaghandi

Sunday, October 31, 2004

Tou Branco....

Tou a passar uma fase decadente em termos criativos...
É triste, mas é verdade.
Sinto-me apoderado por um sentimento terrível de não expressão, e logo agora que tinha tanta coisa para dizer! Não encontro palavras para as ideias e emoções que tenho.
Sinto-me uma folha branca e sem nada para mostrar. Uma espécie de relógio sem corda e que parou de dar horas, tornando-se assim inútil ou meramente decorativo.
Mas não é a inutilidade que temo, porque sinceramente não me sinto inútil, mas sim a falta de expressão.
Porque mesmo sem dar horas e estando parado, o relógio está certo pelo menos duas vezes por dia...

Sunday, October 17, 2004

Parece que se foi...

Ha cerca de uma semana fui informado que a Voodoo desarpereceu...
Para quem nao sabe, ou nao conheceu, a Voodoo era o PODER sobre 4 rodas.
Mais velha que os proprios donos, a velha carrinha de 1979, foi uma das minhas primeiras e maiores aventuras de sempre. No inicio de 2001, eu e mais uns friends, decidimos que nesse verao iamos comprar uma carrinha e viajar durante o mes de Agosto por essa Europa fora...
A principio, a escolha parecia obvia, a carrinha a ser comprada era uma Volkswagen Combi. Barata, com montes de historia e significado, foi desde inicio a nossa primeira opcao.
A primeira vez que combinamos ir ver uma carrinha foi numa terca-feira, depois do final das aulas e a cerca de um mes da data de partida, 1 de Agosto.
Por volta das 3 da tarde la estavamos nos no Restelo, no local combinado e ja a espreitar para dentro da carrinha anunciada no jornal. O vendedor apareceu pouco depois, era brasileiro e contou nos logo que fazia coleccao daquele tipo de carrinhas e que tinha mais algumas para venda mas restauradas e por ai fora. Nos estavamos radiantes a olhar para aquele que podia ser o nosso veiculo do verao, o preco de 220 contos e que saia fora do nosso orcamento.
Conversa puxa conversa e o vendedor diz nos que tem outra carrinha, "ali mais abaixo" mas que nao e Volkswagen, e uma Bedford e que esta a venda por 130 contos. So o preco soou logo melhor...
Dois ou tres minutos depois estavamos a olhar para uma carrinha velha, azul escura e com aspecto de ter sido usada por duplos na serie "The A-Team".
Mas nao, a nossa futura carrinha, tinha nesta altura da sua vida uma causa mais nobre a cumprir todas as tercas e sabados de madrugada, ela fazia o transporte de cassetes e dvds pornograficos para serem vendidos na Feira da Ladra. Prova disso eram os exemplares de algumas video cassetes que se encontravam no interior do veiculo.
Nesse dia pouco mais se fez, e ficamos de dizer qualquer coisa ao Senhor "Porno", nome pelo qual ficou conhecido.
Depois de muitas conversas telefonicas e encontros em cafes ficou decidido, iamos comprar a carrinha, mandar fazer um arranjo e prepara la para a viagem.
Depois de um arranjo mais caro que a propria carrinha, feita a inspeccao, testes, simulacoes, e da montagem de equipamento de conforto e arramacao no seu interior, a Voodoo estava pronta para a grande viagem de 2001.
Durante 36 dias e 5500 km, a subir os Pirineus franceses com um tubo de agua roto ou a ser empurrada com falta de bateria nas marginais mediterranicas de Espanha, sob sol intenso ou chuva penetrante, a Voodoo foi a nosso carro, a nossa casa, o nosso orgulho quer no estrangeiro como em Portugal.
Ficam na memoria de todos, os momentos vividos dentro daquele monumento que para nos nem a ferrugem ataca. Os risos, os choros, os berros, as cancoes, as conversas, os desabafos, ficarao para sempre a ecoar dentro da velhinha Berdord CF250, a nossa menina Voodoo.

Para o Andre, o David, o Fatty, o Pires e o Ze...

Pela Van, pelas gajas, pelo mar
Pela Van, pelas ganzas, pelo mar
Pela Van, pelas gajas, pelo mar
Voooooodoooooooooo!!!!!!!!!!!!!!!!

Creminho

Wednesday, September 15, 2004

Vou me Iniciar...

Já há muito tempo que era para ter aderido à Blog-mania e ter criado o meu próprio Blog...

Mas sempre pensei que uma criação destas fosse muito complicada. Hoje descrobri que não...

Por isso, senhoras e senhores, tenho o orgulho de vos apresentar o cremeprotector.blogspot.com

Tcham tcham!!!